. caim
. os tesouros de Vera Cruz ...
. no táxi
Comprei-o na passada terça-feira e comecei logo a ler... ali mesmo, na plataforma da estação, enquanto aguardava o comboio que, entretanto, chegou. Instalei-me confortavelmente e continuei a minha leitura.
Olhei e, na minha diagonal, estava um apóstolo dos nossos dias; vulgo padre. Percebi pela aliança prateada com uma cruz gravada.
Ele olhou para mim, depois para o livro. Fez um esgar de desagrado tão óbvio que me incomodou. Não parava de olhar; ora para mim, ora para o livro. De repente, faz o sinal da cruz direito ao livro, eu atónita a olhar para ele, abriu a Bíblia, rezou qualquer coisa entredentes enquanto abanava a cabeça em sinal de reprovação, benzeu-se e, até sair, aquele olhar cruel continuou.
Agora não sei... não sei se me excomungou se, com o sinal da cruz, tentou proteger-me contra os males que poderão advir por estar a ler aquele livro (não vá o Senhor não ter mais com que se preocupar do que comigo...).
A ignorância é, de facto, transversal; nem o canal directo para o Senhor que, creio, os padres têm (género telefone vermelho da Casa Branca), os livra da estupidez e dos juízos de valor que, por serem, à partida, homens de fé não deveriam fazer.
Devorei...
Inés da Minha Alma
Isabel Allende
Estou a devorar...
A Estirpe
Guillermo Del Toro & Chuck Hogan
A expressão (...) só faz falta quem está! (...) é absolutamente idiota! E contra mim falo porque, de vez em quando, a uso. Ontem isso aconteceu e, qual epifania, percebi a grande parvoíce que estava a dizer. Caramba, quando as pessoas estão presentes o mais natural é fiquemos muito, muito felizes por isso, congratulamo-nos pela sua demonstração de carinho e amor. Por outro lado, sentimos realmente falta de quem não está, lembramo-nos da pessoa pela sua ausência e de como seria bom ou só agradável que estivesse presente. E eu ontem senti isso; não por mim mas por quem mais precisava de ser acarinhado e amado por todos na família... mas houve quem não tivesse estado presente por pura estupidez.... e isso é imperdoável.
Não gosto da Dra. Fátima Campos Ferreira nem como jornalista, nem como moderadora de debates, mas lá que proporciona momentos ímpares, lá isso...
PAUSE!!!! PAUSE!!!!
Se estavas bem porque é que foste fazer isso?!?!?
Estas são as reacções do meu namorado a tentar ensinar-me a jogar Medieval II Total War.
Quanto a mim, fica provado que a minha propensão para jogos é tão grande, tão animadora, que voto à matança os meus próprios "bonecos" - neste caso a minha própria facção, os Escoceses.
Mas eu ainda vou provar ao N. que sou melhor jogadora do que ele; ele queixa-se que todo o Mundo está em guerra com o país dele, eu sou mais conciliadora - trade rights para um lado, alianças para outro. E quero tanto a paz que não consigo sequer pensar que, para ganhar o jogo, vou ter de exterminar os ingleses e conquistar-lhes o território.
Começo a perceber que o meu instinto de auto-preservação deixa muito a desejar...
E o vozeirão desta senhora que se chama Ana Carolina? As letras podem não agradar a todos, mas instrumental e vocalmente é extraordinária.
Esqueçam lá a mariquice do "Girl Power"; "Woman Power" é que é!!!!
Sem comentários... overwhelming...
No táxi:
- Sabe, menina, eu nunca pedi namoro à minha mulher, mas foi um amor de toda uma vida.
- Como assim?
- Conheci-a quando tinha 7 anos, na Escola Primária. Ela encantou-me logo. Andávamos sempre juntos, onde ia um, ia o outro, brincávamos juntos... não sei se está a ver.
- Estou a ver, estou...
- Enfim... crescemos e aos 17 anos disse-lhe: I., eu vou para a Marinha mas, assim que passar a Cabo, volto para ti. Gostava que esperasses por mim. Mas sem nunca lhe pedir namoro, não sei se está a ver.
- Hmmm, Hmmm...
- Mal consegui as devisas de Cabo voltei como lhe prometi e, já crescidos, andávamos sempre na companhia um do outro. Continuei sem lhe pedir namoro; os nossos olhos, menina, é que namoravam, não sei se está a ver.
Sorri, completamente embevecida.
- Passado um tempo disse-lh: I, prepara as tuas coisas; vamos casar! Falei com os pais dela e não queira saber a confusão!! Então eu ia casar com ela sem antes lhe pedir namoro? Como podia ser?!?! Dizia a mãe dela: Como é possível? Ele nunca foi capaz de te medir namoro, I.!
- Pois, mas foi capaz de a pedir em casamento!!
- Pois é menina, fui capaz de pedir a filha deles em casamento e dei-lhes dois netos que são um luxo. Ainda hoje, ao recordar estas estórias, eu e a minha I. rimo-nos muito, não sei se está ver!
Eu tenho uma dúvida (enfim... se fosse só uma...) que é a seguinte:
Imaginemos que morremos todos (animais e plantas) e que o planeta fica sem nada; vazio na mais lata acepção da palavra. Na falta de alguém para o pensar, para lhe atribuir uma existência, para viver nele, com cosnciência dele, poder-se-á considerar que o planeta continuaria a existir e a ter a mesma designação?
Obrigada e bom dia!
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